sexta-feira, 25 de junho de 2010

Está lá em casa



O futebol do Brasil - João Nogueira da Costa Lima

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Allez Brésil!



O espírito esportivo, eu entendo. Vale a competição, não se ri do perdedor, blablablá, blablablá. Mas que foi lindo o fiasco da França na Copa do Mundo, ah, menino, isso foi.

Pra fora, a gente fala: "C'est dommage. Je suis vraiment désolé pour vous et pour les Bleus". Mas pra dentro, há aquela risada sórdida e incontrolável. É assim a polidez.

A coisa me enche mais ainda o peito quando entro de manhã no metrô e está lá um garoto loiro-dos-olhos-azuis, com seus 15, 16 anos, francês há 20 gerações, indo para a escola com a camisa da seleção brasileira.

É algo que não conseguimos imaginar. Não é lógico pra nós, numa Copa do Mundo, pensar num brasileiro portando camisa de seleção que não seja a nossa.

Hoje, vindo pro trabalho, esbarrei numa banca de revista da avenue Montaigne - o caminho mais chique da cidade, onde Prada, Louis Vuitton, Channel, Valentino e outras grifes dividem espaço - com o nosso pano verde-amarelo hasteado bem na frente, exposto como se fosse mais valioso do que os que se mostram pelas caras vitrines da avenida.

Vejo que há por aqui um respeito imenso pelo nosso futebol. E, nesses momentos vergonhosos enredados por Anelkas e Domenechs, irrompe entre os franceses a incontrolável vontade de ter um time pra chamar de seu. Mesmo que seja o meu.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

19 dias depois...


Tem alguém aí?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MPB francesa



Na terra que pariu ao mundo nomes como Edith Piaf, Jacques Brel, Claude François, Charles Aznavour, música boa é um negócio meio marginal.

Acho uma merda não encontrar um bar em toda Paris onde haja um grupo ou cantor que segure a noite com música popular francesa. Já revirei guias, interroguei amigos, indaguei a conhecidos de ocasião, inquiri gente perita, vaguei por lugares ermos, mas nada, nem sinal.

Tomo cervejas, de regra, em ambientes musicalmente mudos. Conheço gente no Brasil que é capaz de cometer um homicídio se sentar num bar e alguém ousar entoar Dia branco. Se forçar voz de Geraldo Azevedo então, não duvido mesmo que o sujeito mate, além do cantor, a família do cabra e mande salgar suas terras.

Mas a mim me faz falta tomar uma gelada ouvindo uma musiquinha ao vivo. E não falo de música brasileira porque essa, vez ou outra, sempre rola por aqui, encabeçada mesmo por grupos de franceses. Falo da música popular da terra, tocada com acordeão e tudo. Essa, não se encontra.

Fosse daqui o meu caro amigo, Paris seria outra, cheia de cantos por todos os lados. Mas, em não sendo e não dispondo a cidade do mesmo hábito brasileiro de abrir espaço a músicos em bares e restaurantes, as canções tão famosas só ressoam mesmo nas nossas cabeças, com cheiro de passado, sem ninguém que se ocupe de trazê-las de volta à ribalta. Não à toa, a rádio que mais as relembra se chama Nostalgie FM.

Uma pena porque, aos poucos, vão caindo essas vozes e essas músicas no esquecimento, perdendo terreno para outras tantas de péssima qualidade como as que invadem os ares franceses em tempos atuais.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O que foi dito


"Em Portugal, para fazer-se um conde se pediam quinhentos anos; no Brasil, quinhentos contos."

Pedro Calmon, historiador

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tome choque



Os policiais municipais franceses receberam autorização para, a partir de hoje, voltar a portar as chamadas pistolas a impulsos elétricos.

Elas tinham sido retiradas de circulação no fim do ano passado pelo Conselho de Estado, a mais alta instância administrativa da França, sob a alegação de que seu uso não estava suficientemente regulamentado pelo decreto de oito linhas que autorizava a utilização pelos policiais.

O governo, então, editou novo decreto, dessa vez com duas páginas, publicado no diário oficial de hoje, fundamentando melhor a coisa. O equipamento só poderá ser portado por agentes treinados e deve conter dispositivo sonoro e câmera associada ao visor.

A descarga elétrica da belezinha, de mais de 50 mil volts, bloqueia o sistema nervoso central da vítima, deixando-a inerte e no chão durante algum tempo. Cerca de 18,5 mil policiais disporão de uma pistola desse tipo, marca Taser. A Rede de Alerta e de Intervenção pelos Direitos Humanos, autora da ação junto ao Conselho de Estado que tentou impedir o uso da arma, é totalmente contra a sua utilização.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O esquadrão deles


Às vésperas do início da Copa, fim do mistério. Raymond Domenech anunciou pelo site da Federação Francesa de Futebol os escalados para a seleção que comanda.

De surpresa, apenas Valbuena, que joga no OM e foi convocado como reforço aos atacantes. De resto, um timezinho insosso, que não empolgou ninguém por aqui.

No gol : Hugo Lloris (Lyon), Steve Mandanda (Marseille), Cédric Carrasso (Bordeaux)

Na zaga : William Gallas (Arsenal/ENG), Eric Abidal (FC Barcelone/ESP), Bakary Sagna (Arsenal/ENG), Patrice Evra (Manchester United/ENG), Gaël Clichy (Arsenal/ENG), Marc Planus (Bordeaux), Anthony Réveillère (Lyon), Sébastien Squillaci (FC Séville/ESP)

No meio-de-campo : Abou Diaby (Arsenal/ENG), Alou Diarra (Bordeaux), Yoann Gourcuff (Bordeaux), Florent Malouda (Chelsea/ENG), Jérémy Toulalan (Lyon)

No ataque : Nicolas Anelka (Chelsea/ENG), Djibril Cissé (Panathinaïkos/GRE), André-Pierre Gignac (Toulouse), Sidney Govou (Lyon), Thierry Henry (FC Barcelone/ESP), Franck Ribéry (Bayern Munich/GER), Mathieu Valbuena (Marseille)